Terça-feira, 3 de Janeiro de 2006

O anão

nain-accordeonniste.gif No Sul da Noruega, dentro de uma gruta, existia uma aldeia habitada por anões que toda a gente desconhecia. O ferreiro da aldeia, chamado Eitri, era como todos os anões, baixo, tinha olhos castanhos, cabelo da mesma cor e muito inteligente. Eitri tinha uma vida pacífica e agradável, mas não podia deixar de perceber que os outros habitantes da aldeia viviam muito tristes. A Eitri faltava também qualquer coisa para se sentir completamente feliz. Tomou uma resolução. Talvez a mais importante da sua vida. Alguém tinha que tomar aquela decisão. O ferreiro da aldeia partiu. Cabia-lhe procurar da Pedra do Natal que há muito tempo tinha sido roubada pelos Duendes, ajudantes do Pai Natal. Eitri traçou um plano para a viagem. Tudo deveria ser bem feito. Já que se decidiu, não podia falhar. Seria o descrédito total e ele não estava preparado para tanta humilhação. Decidiu que iria para Bergen. Esta velha cidade da Noruega é considerada a porta para os fiordes norueguesa. O frio e a beleza da natureza em todo o seu esplendor, pensou. Tudo lhe parecia demasiadamente grande. No se assustaria. Aí apanharia um barco para a Islândia, a terra do Pai Natal. Passavam poucos minutos das seis da manhã quando Eitri acordou. Saíu da cama e foi preparar a coisas para a sua viagem. Deixou aldeia e foi para a estrada. Depois de alguns minutos de espera do autocarro, o frio gelava-lhe as mãos. Não se apercebeu que tinha sido seguido … Um Ogre, com um aspecto horrível, atacou-o traiçoeiramente. Eitri não conseguiu fugir, evitar a agressão. O Ogre estava a levar a melhor. Aproximava-se cada vez mais… Subitamente, parou e caiu para a frente sem vida. Confuso, Eitri olhou à volta e viu alguém a sair dos arbustos, era um elfo. Eitri cumprimentou-o e agradeceu-lhe. Os dois seguiram viagem, deixando para trás o corpo destruído por três flechas cravadas nas costas. O elfo era alto, tinha cabelos loiros, olhos cizentos, orelhas pontiagudas e chamva-se Legolas. Os dois seguiram para Bergen, onde apanharam um barco para a Islândia e compraram mantimentos. Ambos sabiam que o caminho que os esperava era longo e difícil Duas semanas depois, chegaram à Islândia. Uma terra muito fria, onde havia gelo por todos os lados. Caminharam durante horas a fio, até que encontraram uma caverna que parecia estar deserta. Essa caverna era friíssima e húmida, tinha estalagmites, estalactites e um grande lago. Parecia um espelho, um grande espelho. Dormiram na caverna naquela noite. Pela manhã, o sol começava timidamente a aparecer, Eitri acordou. Saiu dali sorrateiramente. Afinal, estava ali para procurar a felicidade, a sua e a do resto da aldeia. Não tinha feito uma viagem tão grande, para ficar a dormir numa gruta. Lembrava, como se estivesse a barafustar consigo próprio. Iniciou exploração da caverna, determinado a encontrar o objecto que o tinha trazido até ali. Ao fundo da galeria central, numa parede húmida, onde a água pingava directamente para o lago, lá estava ela, a Pedra da Felicidade. Eitri não cabia em si de contente. Tinha conseguido, tudo tinha valido a pena. Agora, era necessário iniciar a viagem de regresso. - Legolas, Legolas! Acorda, vamos embora! Nada. O elfo dormia profundamente. Do outro lado, um enorme dragão atravessa-se à sua frente. O combate parecia inevitável. Eitri tira a sua espada e tenta alguns golpes. Sem êxito. O dragão era terrível, enorme. Estava decidido a impedi-lo de recuperar a pedra. Eitri não podia fazer nada. Pobre anão! Legolas, com tanto o barulho, acordou. Não perdeu um segundo e saltou em defesa do seu amigo que estava em perigo. O Elfo começou a lançar flechas ao dragão para o distrair. Assustado, o monstro vira-se, tentando proteger-se. Aproveitando a distracção, Eitri espeta a sua espada com toda a força nas costas do dragão. Este cai sem vida no solo. Eitri agarra imediatamente a Pedra e ambos abandonam a gruta. Eitri e o elfo saíram da caverna. No céu, algo brilhava intensamente ... olharam e aquele ponto começou a ficar cada vez mais perto, até que se tornou bem visível: o trenó do Pai Natal. Eitri, espantado, deixou cair a Pedra do Natal e, como por magia, esta lançou estrelas em todas a direcções. Para onde quer se olhasse, só se viam estrelas no céu, muito brilhantes, muito coloridas. Parecia um grande fogo de artifício. Como recompensa, o Pai Natal transportou os dois amigos a casa, contando-lhes como era difícil a sua vida, como estava contente por eles terem devolvido alegria e o espiríto do Natal a todos os outros anões. Quando chegou à sua aldeia, Eitri reparou que toda a gente estava muito feliz, festejavam o Natal com muito entusiasmo e amor. - É o regresso do feitiço da Pedra, pensou. Todos os habitantes organizam a noite da consoada em honra daquele que foi recebido como um verdadeiro herói. Estavam muito orgulhosos e felizes. E o Natal voltou a ter o brilho que tinha dantes ... O ferreiro voltou para a sua vida pacífica. Só que gora todos viviam felizes.

André Lopes

Conto de Natal

publicado por Clube às 15:53
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2 comentários:
De flávia a 8 de Janeiro de 2008 às 13:49
a tua historia esta muito gira continua assim que fazes bem
De flávia a 8 de Janeiro de 2008 às 13:51
andre continua assim que fazes bem porque a tua historia esta muito engraçada

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