Terça-feira, 10 de Abril de 2007

Hoje, deixo-vos um poema de Irene Lisboa.

   Jeito de escrever

 

 Não sei que diga.

 E a quem o dizer?

 Não sei que pense.

 Nada jamais soube.

 

 Nem de mim, nem dos outros.

 Nem do tempo, do céu e da terra, das coisas...

 Seja do que for ou do que fosse.

 Não sei que diga, não sei que pense.

 

 Oiço os ralos queixosos, arrastados.

 Ralos serão?

 Horas da noite.

 Noite começada ou adiantada, noite.

 Como é bonito escrever!

 

 Com este longo aparo, bonitas as letras e o gesto - o jeito.

 Ao acaso, sem âncora, vago no tempo.

 No tempo vago...

 Ele vago e eu sem amparo.

 Piam pássaros, trespassam o luto do espaço, este sereno luto das

 horas. Mortas!

 

 E por mais não ter que relatar me cerro.

 Expressão antiga, epistolar: me cerro.

 Tão grato é o velho, inopinado e novo.

 Me cerro!

 

 Assim: uma das mãos no papel, dedos fincados,

 solta a outra, de pena expectante.

 Uma que agarra, a outra que espera...

 Ó ilusão!

 E tudo acabou, acaba.

 Para quê a busca das coisas novas, à toa e à roda?

 

 Silêncio.

 Nem pássaros já, noite morta.

 Me cerro.

 Ó minha derradeira composição! Do não, do nem, do nada, da ausência e

 solidão.

 

 Da indiferença.

 Quero eu que o seja! da indiferença ilimitada.

 Noite vasta e contínua, caminha, caminha.

 Alonga-te.

 A ribeira acordou.

Irene Lisboa

A poetisa que dá nome à rua da nossa Escola.

publicado por Clube às 15:00
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Segunda-feira, 2 de Abril de 2007

Poemas de Abril

Entrega dos poemas

27 de Abril de 2007

 

O Dia Mundial da Poesia foi instituído na 30ª Conferência Geral da UNESCO, em 1999.
O IPLB convida-o a enviar-nos um poema da sua autoria ou a dizer-nos qual o seu poeta preferido, até 15 de Abril, para
ddlpl@iplb.pt.

 

 "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor" é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge.
Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE (Saint Jordi) e recebem em troca, UM LIVRO.
Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril.
Partilhar livros e flores, nesta primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão.

 

publicado por Clube às 20:15
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O poema da Raquel Gil

Ciclo de Magia

 

Silêncio…

Tumulto calado que paira no ar

Arrepio sombrio que me faz pensar…

No que serei,

No que fui,

No que sou.

 

Uma reflexão contínua e essencial

Que dá cor aos dias vazios

Frios,

Sós…

Que escondem a dor que sofrem

E se desbotam numa lágrima solta

Que dá voz aos sons calados

Já fartos de ser assim.

 

Caio em mim,

A noite já se deitara

E os raios de sol beijam o rosto da seara

Que abraçou o nosso olhar.

 

O cheiro esgotado de aromas desiguais

Funde-se num suspiro profundo

Sem saber porquê

Nem o mundo se consegue explicar…

 

Tudo é diferente agora

O sabor dos sentimentos

Vê a hora de regressar..

 

Anoiteceu de novo                                    

E o casulo dos sonhos volta a nascer…

 

A lua confortou-me

E a escuridão sem querer

Abraçou a minha visão.

Um misto de medo e soberba magia

Permanece até o sol nascer

E de novo dizer:

Acordei!

publicado por Clube às 20:02
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Poema da Sara Gonçalves

LIBERDADE

 

Liberdade

Palavra que o Homem

Usa e tanto

Esquece o seu significado…

 

Liberdade

Que busca sentimentos,

Palavras e emoções.

 

Liberdade

Onde estás?

Eu sei…

Estás nestes versos

Que escrevi.

 

Ai, liberdade

Como é bom

Estares aqui.

publicado por Clube às 20:01
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Poema da Joana Martinho

Enigma de tempos...

 

                                                 O hoje e o amanhã...

                                                 O presente, o futuro...

 

                                                 Nada mais certo...

                                   Do que a profunda incerteza dos acontecimentos,

                                                 Que marcam cada passo...

                                                 Da longa viagem da vida!

 

                                                 O presente é o agora!

                                                 O que sinto e não sinto....

                                                 O que faço e não faço...

                                                 Tudo acontece agora...

                                                 Tudo lembra o passado...

 

                                                O futuro...

                                                O que sentirei e não sentirei!

    O que irei fazer e não irei fazer!

                                                Na eterna certeza de errar!

 

              Na a minha mente ficará um enigma...

                                                Difícil de decifrar...

                                                Não desistirei!

                                                Vou avançar!

                                                Vou caminhando...

                                                A curtos passos...

                                                Até ao fim!

 

Vou vivendo cada momento como fosse o último!

publicado por Clube às 20:00
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O poema da Margarida Muriel

Primavera

 

A Primavera chegou,

Os pássaros cantam,

As árvores dançam,

Tudo se torna uma alegria!

 

As flores começam a crescer,

A tristeza começa a desaparecer,

É tão bonita a Primavera!

 

Nesta estação,

A chuva cai com fraqueza,

O vento passa ligeiro,

É tão bonita a Primavera!

publicado por Clube às 20:00
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Poema da Andreia Gonçalves

Não vou desistir

 

 

Olhei para trás

E nada vi

Algo se aproximou

E nada senti

Parecia nevoeiro

E não o segui

Não sei o que era

Só sei que fugi

Tropecei num degrau

Quase caí

E uma voz mágica

Baixinho falou

“Sobe a escada

Degrau a degrau”

Sem dar por isso

Aqueles degraus

Comecei a subir

Onde irão dar?

Não vou desistir…

 

publicado por Clube às 20:00
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O poema do Pedro Santos

Hoje acordei muito bem disposto.

Saí pela porta fora

tudo estava vermelho

o Sol, o Céu

as nuvens, as pessoas

e tu também...

Pensei para mim

Olhei para ti...

O meu coração

disse-me

"Estás apaixonado"

 

Fiquei parado

Sem saber o que fazer

o que pensar...

 

Uma rapariga aproximou-se

vestida de vermelho

diferente de todas as outras

Muito bonita

de vermelho

de vermelho

 

Vermelho

da minha paixão.

publicado por Clube às 20:00
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Poema da Ângela Filipa

Olá Estranho…!

 

O que estavas a fazer quando tocaste à porta?

Não sei,

Como posso saber?

Não te conheço!

És um estranho!

Mas, chegaste a horas,

Mesmo a tempo,

No momento exacto,

Mudaste a minha vida…

Gostava de perceber porque és estranho…

Porque não te consigo conhecer …

Não sei,

Apenas não consigo!

É estranho!

 

Era bom ver-te,

Ouvir a tua voz,

Sentir o teu toque,

Conseguir traçar as linhas do teu rosto numa folha…

Não consigo!

É impossível!

 

Agora que te vais embora,

Gostava de ficar com um vazio,

Sentir a tua falta por partires,

Mas não sinto…

Não consigo…

Não te conheço…

És um estranho!

 

Até qualquer dia, Estranho…!

publicado por Clube às 20:00
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O poema do João careto

A Primavera

  

A Primavera é a estação do renascimento,

A vida ressurge e esquece o rigor do Inverno,

As terras vestem-se de verde e de todas as cores.

 

A Primavera é a estação que antecede o Verão.

A primeira, a mais vibrante e amena,

a segunda, a mais quente estação.

 

A Primavera também é a época do amor

Das alegrias e das alergias,

Das correrias e das mudanças,

Do início do bom tempo e do calor.

 

É na Primavera que começamos

Com as roupas ligeiras, largas, com mangas curtas,

E com as férias grandes  sonhamos...

publicado por Clube às 20:00
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