Sexta-feira, 5 de Janeiro de 2007

Crónica – um género dos tempos modernos

 

Livre_d_or_02 livre_10.gifA palavra crónica vem de Chronos , senhor do tempo, o deus grego devorador da vida.

A crónica era um texto histórico, que registava o passado. Os reis possuíam um cronista para escrever a história do reino: Fernão Lopes, Eanes Gomes e Zurara, João de Barros, Damião de Góis ...

Na concepção actual, enquanto literatura, “o género permite o exercício da subjectividade do autor, o prazer e o sabor do texto próprios à arte da narrativa e da reflexão descomprometida.

A crónica é mais que uma fotografia, quase uma pintura de cores leves, talvez uma aguarela”.

A crónica é, entre outras coisas, um relato ou comentário de factos comuns do dia-a-dia, o restante depende do olhar de cada um... Ela é publicada primeiramente em jornais, depois cada autor selecciona as melhores, as mais universais, e editam livros com esses textos.

É um género dos tempos modernos, de leitura rápida ... 

 

CARACTERISTICAS DA CRÓNICA

 

A crónica é um texto escrito que normalmente é publicado nos jornais ou em revistas de informação.

Por ser publicada no jornal o conteúdo da crónica tem uma vida curta, porque com o passar do tempo os leitores esquecem o que diz.

semelhanças entre a crónica e a notícia. Tal como o repórter, o cronista fala dos acontecimentos diários, e é com estes que faz a crónica. Mas a crónica tem diferenças da notícia. A crónica tem o «toque próprio» de quem a escreve, fala dos acontecimentos diários mas usa também a ficção, fantasia, a ironia e faz críticas pessoais, o que não acontece com a notícia.

A crónica está entre o Jornalismo e a Literatura e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia.

A crónica tem linguagem simples, espontânea e natural e é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, é como se o próprio escritor estivesse a falar com o leitor. Isso faz com que a crónica apresente uma visão pessoal do assunto de que ela fala.

Às vezes a crónica pode ser parecida com o conto, pois relata uma história curta.

recolha de Teresa  Oliveira

 

       Crónica

  • texto informativo e crítico ;
  • o autor observa e comenta acontecimentos fdo quotidiano;
  • centra-se, frequentemente, em temas como a politica, o desporto, a literatura, a economia, os comportamentos sociais, ...
  • apresenta uma linguagem marcada pelo estilo pessoal do cronista;
  • recorre a recursos expressivos variados: metáforas, hipérboles, ironia, ...


   Hipérbole
Figura que consiste em exagerar, de forma positiva ou negativa, uma determinada realidade. O seu efeito resulta do facto de o exagero ser evidente para o locutor e seu(s) interlocutor(es), contrariando de forma inequívoca o senso comum. Esta figura funciona, pois, como processo de singularizar ou intensificar a situação descrita, ou mesmo de sinalizar a impossibilidade da sua verbalização.

Exemplos:
1) Estou morto.
2) A sua pele era mais branca do que a neve.
3) O viajante enfrentou mil e uma dificuldades antes de regressar a casa.


   Metáfora

Figura pela qual uma palavra ou expressão é usada para descrever ou representar um objecto, diferente do que designa normalmente, em virtude de uma relação de analogia (sendo esta, muitas vezes, desencadeada pela interpretação do enunciado metafórico). Geralmente a expressão metafórica designa uma realidade mais concreta e conhecida, permitindo a projecção de grande quantidade de informação, imagens e sugestões que revelam novos aspectos do objecto descrito.

Exemplos:
1) O homem é o lobo do homem.
2) O sal é o mar servido à mesa nas suas praias domésticas de linho.
3) O rapaz despiu-se do medo e entrou.


   Ironia
Figura que se caracteriza pela distância (contextualmente identificável) entre o que se diz e o que se quer dizer. A ironia admite múltiplas possibilidades, desde a apropriação do discurso de outrem até à oposição radical entre o que se diz e o que se pensa, com fins lúdicos, satíricos, derisórios, etc. É essencialmente um procedimento de interpretação: é ao(s) interlocutor(es) que cabe a tarefa de identificar os vários pontos de vista/vozes em confronto e de inferir o significado entendido pelo locutor.

Exemplos:
1) Está um belo dia para fazer um piquenique. (dito no campo, num dia de chuva torrencial)
2) No tempo de Hitler, esse grande humanista, era frequente queimar livros.


publicado por Clube às 20:00
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2 comentários:
De Filipe Teixeira a 6 de Janeiro de 2007 às 14:51
Professora,
Comento este "post" por motivos de incorrecção linguística. No primeiro texto, "A Crónica - Um género dos tempos modernos", verifica-se um erro no final do último parágrafo. A palavra em questão é "eses" que suponho que seja esses.
Já no último texto, "Crónica", possuo dúvidas nas palavras "metafras" e "hiperboles".
Com cumprimentos, Filipe Teixeira
De Clube a 6 de Janeiro de 2007 às 21:55
Obrigada, Filipe!

São gralhas, são gralhas ...

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