Sexta-feira, 27 de Abril de 2007

Os Cinco Pecados da expressão escrita

 

  • Ordenação de ideias: A falta do hábito de escrever, leva a que muitas vezes o texto fique sem encadeamento e pode ficar incompreensível. O que sucede é que o aluno parte de uma ideia para outra sem critério, sem ligação.

Coerência e coesão: A falta de coerência ocorre com frequência nos textos dos alunos. Apresentam um argumento para contradizê-lo mais adiante. Já a redundância denuncia outro erro bastante comum: falta de coesão. O aluno dá voltas ao assunto, sem acrescentar dado novo. É típico de quem não tem informação suficiente para compor o texto.

A inadequação: É um tipo de erro capaz de aparecer inclusive em textos correctos na gramática e ortografia e coerentes na estrutura. Nesse caso, os alunos costumam fugir ao tema proposto, escolhendo outro argumento, com o qual tenham maior afinidade. O distanciamento do assunto pode custar pontos importantes na avaliação

 

Estrutura dos parágrafos: Normalmente os alunos têm dificuldades em organizar o texto em parágrafos. Sem a definição de uma ideia em cada parágrafo, o texto fica mal estruturada. Um erro muito comum é cortar a ideia num parágrafo para a concluir no seguinte. Muitas vezes deixam o pensamento sem conclusão.

 

Estrutura das frases: Erros de concordância nos tempos verbais, fragmentação da frase, separar o sujeito de predicado, utilização incorrecta de verbos no gerúndio e particípio são algumas das falhas mais comuns nos textos dos alunos. Esses erros comprometem a estrutura das frases e prejudicam a compreensão do texto.

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Tipologia textual

Novela - Relato normalmente de curta dimensão, com um número variável de personagens e uma intriga algo complexa.

Romance - Narrativa de grande complexidade e variedade de técnica narrativa, frequentemente com estudo psicológico das personagens e introdução de episódios autónomos (micronarrativas), reflectindo a atmosfera psicossocial da época em que se insere.

Fábula- Em sentido lato, a história ficcional que se narra ou representa. Em sentido restrito, uma narrativa, em verso ou em prosa, em que as personagens são em geral animais e cuja história encerra, de modo explícito ou implícito, um ensinamento moral.

Conto de autor - Género narrativo em prosa caracterizado por uma extensão reduzida, poucas personagens e concentração espácio-temporal. A acção é linear, circunscrevendo-se a um conflito, a um episódio ou a um acontecimento insólito, por vezes aparentemente insignificante.

CONTO POPULAR - Conto de autor anónimo que faz parte da literatura tradicional de transmissão oral, circulando de geração em geração.

 

Canção - Provavelmente relacionada com a "cansó" provençal; no século XV passa a designar uma composição de forma fixa, por influência da "canzone" italiana, cultivada por Dante e Petrarca. Praticada também por Luís de Camões, é constituída por uma série de estrofes, de número regular de versos, culminando numa estrofe menor, em que a própria canção é apostrofada.

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Texto argumentativo

 

Argumentar consiste em apresentar razões, argumentos, para se defender um ponto de vista, uma ideia, uma perspectiva. O texto argumentativo organiza-se, de uma maneira geral, nos seguintes momentos: tese, premissas, argumentos e conclusão:

 

 Texto que apresenta a defesa de um raciocínio, de uma opinião. Destina-se a um receptor bem definido e a sua finalidade prática é convencer o destinatário, leitor ou ouvinte.

 

 

O texto argumentativo, como qualquer outro texto, pode-se dividir em três partes, a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.

A introdução inclui a exposição do tema da argumentação e uma breve alusão à tese/opinião que se pretende defender.

No desenvolvimento, o autor apresenta os argumentos contrários e favoráveis à sua tese, refutando os primeiros e confirmando estes últimos com referência a exemplos, isto é, autores, experiências ou estudos que comprovem a sua visão dos factos, e assim ajudem a persuadir o auditório a aderir à tese defendida.

A conclusão irá servir para reforçar as ideias anteriores utilizando frases-súmula do que foi dito, ou seja, repetindo a tese e os argumentos mais importantes de uma forma sintética de modo a permitir a sua fácil memorização. Na conclusão o argumentador reforça igualmente o apelo já feito, mas agora mais enfaticamente.

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Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

Texto de opinião

Tipo de texto no qual o seu autor exprime pontos de vista subjectivos relativamente a assuntos que, por qualquer razão, despertaram o seu interesse. A amplitude dos estilos e temáticas ao fazer opinião varia muito, podendo ir desde o texto leve e bem humorado sobre os costumes, ou a falta deles, até à análise dura e rigorosa de acontecimentos, relacionando factos aparentemente muito afastados e deles retirando deduções e conclusões.

Um texto de opinião é uma exposição que exprime os pontos de vista pessoais sobre um determinado assunto.

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A saga

A Saga é um  conto, escrito por Sophia de Mello Breyner Andresen. Um texto narrativo que todos leram... Amanhã há teste escrito.

Hans é a personagem principal

" No fundo da quinta, para os lados da barra, Hans mandou construir uma torre. Segundo disse para ver a entrada e a saída dos seus barcos. Daí em diante, de vez em quando, à tarde, em vez de trabalhar no escritório, trabalhava no quarto da torre onde recebia os empregados e as pessoas que o procuravam. Consigo às vezes levava Joana, a neta mais velha, que achava na torre grande aventura e mistério, e a quem ele ensinava o nome e a história dos navios. "

Na sala de aula, os alunos , como se fossem Hans, inventaram uma "história" para contar a Joana, a sua neta mais velha...

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A Ana Raquel Gil fez um poema

 

Sim... Gosto do mar! Ele é como tu.

Simples, mas tão valioso...

Pequeno, porém tão grande...

 

Lembro-me do que passei,

das grandes tempestades que atravessei

trabalhando sem parar...

Sim... Gosto do mar!

 

Tem a cor sensata dos meus olhos,

é terrível como eu...

leva-me ao cume dos sonhos,

à mais alta beleza

que alguma vez encontrei.

Como tu.

Sim... Gosto do mar!

 

Nunca direi "estou sozinho"

o mar  preenche-me

E tu, com o teu sorriso,

mereces tudo o que eu sou...

 

Os traços sublimes do teu rosto

são a riqueza de viver.

A minha vida, essa

passou... está prestes a acabar.

Só me posso lembrar do bom e do mau

que morou em mim... Lá, no mar.

 

Mas tu floresceste

e fazes-me crer que não vivi em vão

porque tu completas-me...

 

A tua presença e do mar

permanecerão eternamente no meu coração.

 

Sim... Gosto do mar!

 

 

publicado por Clube às 19:59
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A Ângela Marques preferiu a narrativa...

Quando o avô era mais novo, e ainda vivia com os teus bisavós, sonhava ser marinheiro, mas o meu pai não permitiu. Um dia, decidi fugir. Partir à aventura num barco...

Viajei pelo mundo, conheci muitas pessoas, cheiros e sabores. Um cheiro que nunca esqueço é o das especiarias, dos grandes mercados que vi no Médio Oriente, nos países árabes. Também não esqueço  o mar... Todas as suas formas, facetas... calmo , sereno, azul, agitado, as suas ondas, ... o seu cheiro, a maresia...

Lembro-me de pescar um grande peixe, um camurupim , no Oceano Atlântico. Não sei porquê, mas não tive coragem de o matar, devolvi-o ao mar. Talvez fossem as saudades do meu pai Soren e da minha mãe Maria... de Vig, a minha linda ilha. Nesse dia, sentia-me muito triste, tinha saudades... gostava de os ver... hoje. Gostava que os conhecesses, irias gostar muito deles.

Joana, quando olhares para o mar não tenhas medo de procurar, de desvendar os seus segredos ... parte à aventura como eu um dia parti. Luta pelos  teus sonhos, mesmo que nem sempre consigas..., mas luta!

Eu nunca mais voltei a casa dos meus pais, a Vig ... Tu, minha neta, poderás sempre regressar. Uma  enorme família receber-te-á de braços abertos.

O mar é um sonho, um destino uma saga...

Olha o mar, olha bem... sonha... viaja...

Vá, agora é hora de fazeres um desenho...

publicado por Clube às 19:59
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A Sara Gonçalves viajou pelo sonho de Hans

Marinheiro queria ser...

Advogado ou engenheiro

me queriam ver...

 

O meu sonho

embalado no sono

da esperança

de um dia o mar

visitar

a saga que

eu queria continuar

queriam parar...

 

Não me queriam no mar

só pela dor

de me perder

quando o barco naufragar

nele eu haveria

de morrer...

 

Então, fugi e

sem que ninguem soubesse

o meu sonho segui!

 

Saudades da minha

terra onde um dia quero voltar

a minha casa te irei mostrar

e no mar da minha terra

haverás de nadar!

 

As lembranças são

tudo o que me resta...

 

A Vig eu sei

que não tornarei,

mas é lá que está o mar...

 

 

publicado por Clube às 19:58
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007

25 de Abril de 1974. Sem ele o nosso Blog não existiria...

 

Sabiam que em Portugal a escola só era obrigatória até à 4ª classe? Era complicado continuar a estudar depois disso. E sabiam que os professores podiam dar castigos muito severos aos seus alunos?

Sabiam que todos os homens eram obrigados a ir à tropa (na altura estava a acontecer a Guerra Colonial) e que a censura, conhecida como "lápis azul", é que escolhia o que as pessoas liam, viam e ouviam nos jornais, na rádio e na televisão?

 

Livre Arbítrio

 

O homem tem liberdade,

Assim Deus lha concedeu,

De cumprir ou não a lei,

De ser crente ou ser ateu;

 

De ter frieza ou amor,

De  se queimar nos sentidos;

De buscar a linha recta

Ou os passos proibidos.

 

O homem ter liberdade,

De pensar sem restrição;

De largar os seus cavalos

Sem arreio e sem bridão.

 

O homem tem liberdade,

Todos os rumos abertos,

De seguir a caravana

Ou vaguear nos desertos.

 

O homem tem liberdade,

De sonhar o que mais quis;

Só não tem a garantia

De ser um homem feliz.

 

CARNEIRO, Edgar, O Signo e a Sina

Recolha de Flávio Pereira

 

 

 

publicado por Clube às 17:17
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

Dia mundial do livro

"Sonhava que todos aqueles livros aprisionados queriam falar, que espreitavam o interlocutor certo, e que esse era eu. Sonhava que os livros e falavam na sua linguagem silenciosa, me mostravam cada uma e todas as palavras impressas nas suas páginas e exigiam de mim uma promessa: a de me transformar no fiel depositário, no zelador, no amoroso protector das palavras. E eu prometia fazer com que nunca perdessem o seu valor intrínseco, a sua capacidade de nomear todas as coisas e, com isso, dar-lhe existência . (...) Uma das chaves abriu a fechadura, empurrei a porta e entrei pela primeira vez na que seria e é a minha única pátria: o meu idioma e as suas palavras ..."

 

Luis Sepúlveda

escritor chileno

sinto-me:
publicado por Clube às 21:55
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